segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Ócio Criativo

Fomos convidados a ler a obra de Domenico de Masi - O Ócio Criativo e fazer uma resenha.
O sociólogo italiano Domenico de Masi é um dos pensadores da era pós-industrial.
De Masi concedeu uma entrevista a jornalista italiana Maria Serena Palieri que foi transformada no livro "O Ócio Criativo", onde ele aponta a redistribuição do tempo, do trabalho, da riqueza, do saber e do poder.
Segundo De Masi, o trabalho, de acordo com as leis e com o advento da tecnologia, foi reduzido à metade neste século e o modelo de civilização (EUA e Japão) pragmatiza o trabalho como a principal razão de viver, todos correndo como loucos, nunca tendo tempo para nada, nem para usufruir da riqueza que acumularam. O ócio criativo é o aproveitamento do tempo livre de cada dia ou noite. Só que as pessoas consumidas pelo trabalho não percebem como aproveitam mal o seu tempo livre ou nem sequer lembram que tem direito a ele. Despertador, burocratas, religião e escola são inimigos do ócio criativo.
Para usufruirmos da liberdade com autonomia e sabedoria, é preciso praticar "a educação pelo ócio". Só que a sociedade pós-industrial já se encarrega de programar nosso tempo livre e, para sermos de fato donos do nosso destino, é preciso refletir sobre ele e isso só é possibilitado pelo ócio criativo. A beleza e o prazer da vida estão nas coisas que fazemos gratuitamente: encontro com amigos, amor, folhear uma enciclopédia, meditação, deixar o tempo correr, sem nenhuma ansiedade.
Para chegar as suas conclusões sobre o ócio criativo, De Masi estudou primeiro o trabalho dos operários e depois o trabalho dos empregadores. Notou que com o aumento do trabalho intelectual no sistema produtivo, havia uma distinção cada vez mais tênue entre o trabalho propriamente dito e a criatividade, sendo esta a prinicipál ferramenta do trabalho, fica difícil distinguir quando se trabalha duro ou os momentos de tempo livre usados para criar. Estudou esses grupos de trabalho sustentados pela criatividade e percebeu que todos trabalhavam com auxílio de jogos, brincadeiras e atividades lúdicas, como se fosse lazer.
Dependendo do tipo de trabalho é possível unir trabalho e lazer, tornando o trabalho mais prazeroso - coexistindo estudo, trabalho e tempo livre, para que a pessoa possa vivenciar melhor seu ócio criativo.
Hoje o trabalho tem um caráter mais intelectual e as atividades braças são cada vez mais feitas por máquinas. Estamos divididos entre os que trabalham criando, se divertindo e aprendendo; aqueles que exercem tarefas técnicas; e os que não conseguem entrar em nenhum dos dois grupos anteriores. Há tendência de os trabalhos intelectuais prevalecerem, por isso a necessidade da sociedade aprender a dividir o tempo e aproveitar os momentos de ócio para criar.
Podemos juntar o trabalho ao estudo, quando aprendemos durante o trabalho. Há momentos que estudamos e nos divertimos, por exemplo quando assisitimos a um filme ou vamos ao teatro. Há também momentos em que as três atividades são feitas de forma única - isso é o ócio criativo.

Acessar link:
criativocompulsivo.blogspot.com/2009/11/ocio-criativo-que-fez.html

Corpo, Lazer, Trabalho - Terapia Ocupacional

A Terapia Ocupacional
 Desde o início caracterizou-se como uma profissão da área da saúde. Surgiu como um recurso, um instrumento médico de reabilitação. Era desenvolvida por voluntários. Surgiu como profissão na Idade Contemporânea a partir de dois marcos históricos: a Revolução Francesa e a Primeira Guerra Mundial. Novos saberes e instituições foram criados: a psiquiatria que medicalizava a loucura, transformando o louco em doente mental e o manicômio ou asilo para alienados - espaço de segregação dos doentes mentais. os antigos espaços de enclausuramento dos desvalidos convertem-se em espaços de tratamento. 
Movimentos precursores da Terapia Ocupacional:
* Tratamento moral (aptidão para o trabalho como critério de normalidade);
* Movimento de artes e ofícios (modos de produção que tenham a ver com a necessidade da comunidade);
* Administração científica (para medir e calcular a lógica da profissão).
A Terapia Ocupacional é vista hoje como uma ciência, pois tem um objeto de estudo comum a diversas profissões da áriea de saúde e um objeto profissional - o homem em sua complexidade, que possui limitações em suas atividades, restrições de participação em situações de vida e que com o atendimento do terapeuta ocupacional poderá ter melhorada sua qualidade de vida.
A clientela da terapia ocupacional hoje vai do bebê e sua mãe em UTI Neonatal, pessoas com restrições de movimento, deficentes físicos e mentais, idosos, jovens em situação de risco, crianças necessitando de inserção social...
O campo de atuação do terapeuta ocupacional - hospitais, CAPs, ambulatórios do PAM, SUS, escolas, na área gerontológica, consultórios, fazendo ou propondo adaptações, órteses, próteses, proporcionando ao paciente melhores condições em atividades da vida diária.
Uma rotina saudável inclui: Trabalho, Lazer, Descanso e Sono.
O terapeuta ocupacional trabalha possibilidades de significar o tempo, ajudando a criar e planejar as atividades da vida diária do seu paciente.

Dig Dig Joy

Em 26 de julho iniciamos as atividades de Laboratório B de TO, com uma dinâmica de subjetividade coletiva.
Para realizar a atividade, a turma foi dividida em dois grupos dispostos em coluna, onde o primeiro de cada coluna realizava movimentos que deveriam ser repetidos pelo que estivesse logo atrás, e assim sucessivamente até o final da coluna, ao som de "Dig, dig joy, dig joy, po poy". Cada vez que esta frase musical era repetida, o 1º modificava seus movimentos que deveriam continuar sendo seguidos por todos da coluna (um de cada vez).
Muito interessante a dinâmica, mas bem difícil a coordenação dos movimentos.

                                      Dig-Dig-Joy

                                              Sandy e Junior

REFRÃO
Dig-dig-joy, dig-joy-popoy                                   Vamos fazer uma corrente
Dig-dig-joy, dig-joy-popoy                                   E prestar atenção
Dig-dig-joy, dig-joy-popoy                                   Pra entrar na brincadeira
Dig-dig-joy, dig-joy-popoy                                   Use a imaginação
Vem brincar comigo                                              O primeiro faz um gesto
Dig-dig-joy, dig-joy-popoy                                   Pro segundo imitar
Vem ser meu amigo                                               Daí por diante é que o bicho vai pegar
Dig-dig-joy, dig-joy-popoy                                   O lance é se ligar no que o do lado fizer
Vem brincar comigo                                              E cada um copia da maneira que puder
dig-dig-joy, dig-joy-popoy                                    Bota o som pra rolar
                                                                             É hora de praticar
Yeah, Oh!                                                             Vamos treinar uma vez
É uma nova maneira                                               Quando contar até três
Bem legal de brincar                                               Um, dois, um, dois, três, já!
Não fique aí de bobeira                                                     Dig-dig-joy, dig-joy-popoy
Vem com a gente jogar                                                     Dig-dig-joy, dig-joy-popoy
Convide os amigos                                                            Dig-dig-joy, dig-joy-popoy
A mamãe, a vovó                                                              Dig-dig-joy, dig-joy-popoy
Chame todo mundo
Quanto mais é melhor
Ninguém vai ficar de fora
O jogo começa agora

REFRÃO

Acesse o link: http://www.youtube.com/watch?v=9RcN6uMnWkc&feature=related

domingo, 19 de junho de 2011

Pintando com a Música

No dia 8 de junho, realizamos a atividade "Pintando com a Música", com o objetivo de criarmos paineis,  acompanhando o ritmo das músicas apresentadas.


Três pinturas realizadas sobre a música Sonata ao Luar e datado de 2001. Neste "Painting Music" do projeto, os alunos foram convidados a ouvir a música de Beethoven e interpretar o som como cor e também interpretar o ritmo, movimento, ritmo e humor global da música em um processo espontâneo.

A 1ª etapa do trabalho foi a preparação das tintas e a junção das folhas de papel pardo para montagem dos paineis. Utilizamos para realizar o trabalho: 1galão de tinta PVA branca, 12 tubos de corante (2 azuis, 2 amarelos, 2 vermelhos, 2 verdes, 2 pretos e 2 roxos), 12 folhas de papel pardo, 1 rolo de fita gomada larga, cola plástica, 12 pinceis e 12 garrafas pet para acondicionar as tintas.

A turma foi  dividida em grupos de seis alunos. 

Na 2º etapa da atividade, acompanhamos o ritmo das músicas e sons apresentados, utilizando tintas e pincéis. Fizemos a pintura de três paineis. Trabalhamos em duplas que se revezavam a cada nova música.

As músicas apresentavam sons marcantes revezando com sons mais suaves; graves e agudos; músicas lentas e rápidas. Uma das músicas foi Trenzinho Caipira, de Heitor Villa-Lobos; a última música foi mais agitada, mais ligeira, com uma marcação rítmica um pouco mais difícil de ser seguida com a pintura.

O trabalho foi bem interessante, pois no momento que não era o nosso para pintar a música, podíamos observar o trabalho dos colegas e, alguns, apenas pintavam, sem acompanhar o ritmo da música, que era um dos objetivos da atividade, sentindo a música de forma diferenciada e muito particular.

Ao terminarmos, nos colocamos a respeito das dificuldades e facilidades para executar a atividade.
Esta atividade pode ser realizada com diferentes faixas etárias, a partir dos 4 ou 5 anos.

Links sugeridos:





Saúde Mental, Arte, Cultura e Participação Social

Em 23 de março, começamos a conhecer um pouco mais sobre a loucura, ... a trajetória e evolução da Psiquiatria, ... o sofrimento psíquico dos pacientes que não conseguiam lidar com a doença, ... a Luta Antimanicomial, ... os Serviços Substitutivos - abordagem de reabilitação psicossocial, ... o Terapeuta Ocupacional no serviço substitutivo: saber os nossos limites nas relações humanas - família, trabalho, relacionamentos, oficinas, atividades de intervenção artístico-cultural, o cotidiano ...
Conhecemos, também, um pouco da trajetória de trabalho da professora Patrícia, junto a pacientes esquizofrênicos.

Claudio Gomes, o Claudinho - natural de Arambaré, filho de família humilde, foi só através do tratamento respeitoso e humanizado, nos serviços de cuidados não manicomiais (originalmente na Pensão Protegida Nova Vida, de Porto Alegre), que ele pode desenvolver todo seu potencial artístico.

“Claudinho, que saiu em camisa de força de Arambaré, quando voltou, anos depois, já como artista, foi na condição de convidado da Prefeitura, para pintar sua criação num muro central. Saiu marginalizado e voltou como cidadão honorário”, relatou Fátima Fischer.

“Pode-se dizer que virou um símbolo do poder da arte e da luta antimanicomial de promover a inclusão social dos portadores de sofrimento mental”, concluiu.

Links sugeridos:



http://www.sociologia.ufsc.br/npms/paula_v_grunpeter.pdf


http://www.sjtresidencia.com.br/invivo/?p=20177

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Desenho de uma linha só

No primeiro dia de aula foi feito o "Desenho de uma linha só",  objetivando um maior conhecimento e integração entre os alunos. Cada um desenhou um colega, sem tirar o lápis do papel e sem poder apagar o desenho. A preocupação maior foi com a beleza e a estética. Em seguida os desenhos foram apresentados e cada aluno se colocou sobre a sensação que sentiu ao realizar a dinâmica.

Links sugeridos:

O Relógio da minha vida

                     Eu e o tempo

"Eu na trilha incerta dos meus passos,
mergulhada no destino imenso dos meus sonhos
vou percorrendo as estradas do mundo...
Ele, o Tempo e seus movimentos de suas cirandas,
vida que se reveste de cores..."


Construímos dois relógios com nossas rotinas durante a semana e no final de semana. Em seguida, partilhamos nossas rotinas com a turma.

O terapeuta ocupacional é o sujeito que trabalha organizando as atividades da vida diária de seus pacientes. 

Como estudante precisamos ter nossas rotinas organizadas para que tenhamos tempo para aprofundar nossos estudos e no futuro ajudarmos ao próximo a organizar suas AVDs.


 Relógio Biológico
                                                                               Trovadores da Metrópole


Alguns despertam, e eu, ainda nem dormi;
Com a mente viajando, sem saber pra onde ir;
Esta tudo errado, não deveria ser assim;
Ficar sozinho a noite toda sem ter alguém aqui;
Dedilho a melodia, no violão empoeirado;
Nem quero assistir esse romance atrapalhado.

Minutos e segundos vão
passando sem eu perceber.
E já vejo da janela do meu quarto
o dia amanhecer.

As horas passam, o mundo já vai acordar;
Do outro lado escurece, acho que devia estar lá;
Pois agora o sono bate e só quero descansar;
Esquecer um pouco a realidade e sonhar, sonhar


 
Links Interessantes: